sábado, 19 de maio de 2012

O Contrato Social

  • Pelo Contrato Social, os indivíduos renunciam à liberdade natural e à posse de bens e riquezas, e concordam em transferir a um soberano o poder para criar e aplicar as leis.
  • Prevaleceria então, a soberania da sociedade - da vontade coletiva. 
  • Rousseau percebeu que a busca pelo bem-estar seria o único interesse comum - o único motivador - para se pensar no coletivo. 
    • Por outro lado, havia a concorrência, que faria com que todos desconfiassem de todos.
  • Dessa forma, no contrato social seria preciso definir a questão da igualdade e comprometimento entre todos.

Estado de Natureza

  • Rousseau, adepto a uma filosofia de educação natural, é vinculado a uma concepção otimista do homem e da natureza.   
  • A concepção de Rousseau era que em estado de natureza, os indivíduos vivem isolados pelas florestas, sobrevivendo com o que a Natureza lhes dá, desconhecendo lutas e comunicando-se pelo gesto, em uma língua benevolente.
  • O estado de felicidade original, onde os seres humanos não tinham a necessidade de se relacionarem e não havia desigualdade, existia sob a forma do bom selvagem.  
    • O "Bom Selvagem", em termos de Adão e Eva, comendo o fruto proibido (no caso, cedendo as tentações da sociedade, como a curiosidade): origem de todos os pecados do mundo. 
  • Porem, essa felicidade original termina quando alguém se aproxima de um terreno e diz: "É meu".
    • Essa divisão entre o "meu" e o "seu" - isto e, a propriedade privada -, dá origem ao estado de sociedade. Esse estado corresponde, agora, ao estado de guerra de todos contra todos.
  • A passagem do estado de natureza à sociedade civil se daria, segundo Rousseau, por meio de um contrato social.

Consciencia Moral segundo Rousseau

  • Acredita no dualismo moral: “somos tentados pelas paixões e detidos pela consciência”.
    • A consciência é a voz da alma; 
    • As paixões são a voz do corpo.
  • A consciência nunca engana, é o verdadeiro guia do homem.
  • A moralidade de nossas ações está no juízo que delas fazemos.
  • Para Rousseau, os maus triunfam neste mundo, enquanto o justo é infeliz.
    • Porém, a justiça divina recompensaria os bons e puniria os maus, que são culpados de serem assim: “dependia deles não se tornarem maus”.  

Contexto Histórico de Rousseau

  • ILUMINISMO: surge em uma época de grandes transformações tecnológicas.
    • É um período que marca o fim da transição entre feudalismo e capitalismo.
  • Características principais:
    • Acredita na presença de Deus através da razão. 
    • Separação entre Igreja e Estado. 
    • Afirma que as relações sociais, como os fenômenos da natureza, são reguladas por leis naturais. 

  • Visão do homem:
    • O homem é naturalmente bom e todos nascem iguais. 
      • São corrompidos pela sociedade, em conseqüência das injustiças, opressão e escravidão. 
    • Solução: transformar a sociedade - garantindo a todos a liberdade de expressão e culto e fornecendo mecanismos de defesa contra a tiranias.

  • Organização da sociedade:
    • Deve ser organizada pelo princípio da busca da felicidade. 
    • Cabe ao governo garantir os “direitos naturais”: liberdade individual, direito de posse, tolerância, igualdade perante a lei. 
    • O liberalismo político substitui o “poder divino” pela idéia de que o Estado é  criação do homem e será entregue a um soberano mediante um contrato social. 
    • A idéia de contrato abre as portas para diversas formas de governo.

  • Formas de Governo: 
    • Alguns iluministas, como Rousseau, preferem uma república com fundamentos éticos.  
    • Estado governado de acordo com a vontade geral do povo e capaz de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos.

Principais Obras

  • Em 1755, publicou-se o “Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens”.
  • Em 1761, escreveu “A Nova Heloísa”, romance que obteve grande sucesso.
  • Em 1762, saíram duas de suas obras mais importantes: o ensaio “Do Contrato Social” e o tratado pedagógico “Emílio, ou da Educação”.
    • No livro  “Emilio”, Rousseau apresenta seu projeto educacional para manter o homem bom.
    • Em “Contrato Social” Rousseau afirma que “o homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros”.
      • Preocupação constante com os “ferros”: pecados, mundo das aparências (vaidade), do orgulho, da corrupção, da busca por reconhecimento e status.
    • Rousseau declara-se também inimigo do progresso. 
      • Para ele, o progresso das ciências e das artes tornou o homem vicioso e mau.
    • Ainda segundo Rousseau, o indivíduo se tornaria escravo de suas necessidades e daqueles que o cercam. 
  • Em 1776, publicou experiências, reflexões e sensações no livro “Os Devaneios de um Caminhante Solitário”.
  • Em 1778, ao morrer, Rousseau deixou suas últimas experiências registradas em sua ultima obra: “Confissões”

Biografia

  • Nasceu em 1712 e foi criado pelo pai. Sua mãe morreu no parto. Perde o pai em seguida. 
  • Na adolescência foi estudar em uma rígida escola religiosa onde desenvolveu grande interesse pela leitura e música.
  • Foi professor de música na Suíça.
  • Tornou-se amante de madame de Warens, e viveu com ela em Chambery (França) até 1740.
  • Em 1742, mudou-se para Paris, onde fez amizade com os filósofos iluministas.  
  • Em 1762, Rousseau foi perseguido por conta de suas obras, consideradas ofensivas à moral e à religião, e obrigado a exilar-se na Suíça.
    • É censurado por escolher a religião natural e rejeitar a religião revelada.
    • Ele declara que todas as religiões são boas e que cada crente pode conseguir a salvação na sua.  
  • Três anos depois, partiu para a Inglaterra, a convite do filósofo David Hume.
  • Retornando para a França em 1767, casou-se com Thérèse Levasseur.
  • Em 1778, ao morrer, Rousseau deixou suas últimas experiências registradas em sua ultima obra: “Confissões”. 

Quem foi Rousseau?

  • Importante intelectual do século XVIII.
  • É o iluminista mais radical, precursor das idéias socialistas, ao contestar a propriedade privada. 
  • Pensamentos sobre o Estado agir como organizador da sociedade civil. 
  • Para ele, o homem nasceria bom e sem vícios – o bom selvagem – mas a sociedade o corromperia.
  • Mesmo assim, acreditava que seria possível se pensar em uma sociedade ideal.
  • Rousseau propôs a liberdade e igualdade para a sociedade viver em harmonia e a exaltação da natureza.